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Otan não tem informações sobre possível renúncia de Kadafi

Arquivo Geral

06/07/2011 13h32

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou nesta quarta-feira que a organização não tem nenhuma informação confirmada de que o líder líbio Muammar Kadafi planeje deixar o poder, como publicou nesta terça-feira um jornal russo, citando altos cargos de Moscou.

 

 

“Não tenho nenhuma informação confirmada de que Kadafi tenha sondado a possibilidade de renunciar, mas está bastante claro que o final deve ser sua saída do poder”, respondeu Rasmussen ao ser perguntado sobre o assunto em entrevista coletiva.

 

 

Segundo o jornal “Kommersant”, o líder líbio estaria disposto a renunciar em troca de garantias de segurança e de evitar o processo no Tribunal Penal Internacional (TPI), que emitiu uma ordem de detenção contra ele.

 

 

Com relação a uma solução negociada sobre sua saída e uma possível transição à democracia na Líbia, Rasmussen ressaltou que caberá aos líbios “moldar o futuro”, em cooperação com a comunidade internacional.

 

 

Por outro lado, deixou claro que a Aliança Atlântica não aceitaria que Saif al Islam Kadafi, filho do líder líbio e alto dirigente do regime, tivesse um papel de destaque no novo cenário político, como exigiria Trípoli, de acordo com o jornal “Kommersant”.

 

 

“Seu lugar está em Haia e não em Trípoli”, respondeu Rasmussen às perguntas sobre Al Islam, em referência à ordem de detenção emitida pelo TPI.

 

 

Além disso, o secretário-geral destacou o compromisso da Otan em seguir defendendo a população civil e assegurou que os acontecimentos mostram que o tempo está terminando para Kadafi.

 

 

“Desde que começou a operação, danificamos ou destruímos mais de 2.700 alvos militares legítimos”, afirmou Rasmussen, que ressaltou que os progressos estão sendo “significativos” e que Kadafi “perde terreno a cada dia” na frente militar.

 

 

Perguntado sobre se a Otan interromperá os bombardeios durante o Ramadã, Rasmussen ressaltou que a Aliança tem mandato das Nações Unidas para proteger os civis de ataques o tempo todo e afirmou acreditar que o regime freará a violência durante o mês de jejum.

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