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Otan continuará elaborando planos para possível ajuda humanitária na Líbia

Arquivo Geral

02/03/2011 16h14

Os países da Otan autorizaram nesta quarta-feira os responsáveis militares do organismo a continuar com seus planos para uma possível retirada de cidadãos da Líbia e envio de ajuda humanitária ao país Líbia, informaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

Os embaixadores dos 28 países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) debateram nesta quarta-feira o agravamento da situação na Líbia e chegaram a um acordo para continuar a elaboração desses planos.

Os militares da Otan tinham começado a elaborar os primeiros planos de contingência na segunda-feira passada, após uma primeira reunião de emergência de embaixadores na sexta-feira anterior, ressaltaram as fontes.

O objetivo é que a organização possa estar pronta para atuar em caso de um pedido do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O secretário-geral da Otan, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, disse aos embaixadores que mantém consultas com parceiros internacionais “a fim de ajudar” em caso de uma solicitação, disse por sua vez a porta-voz da Otan, Oana Lungescu.

Vários países da Otan estão aumentando seus dispositivos e preparativos militares no Mediterrâneo e preparando a possibilidade de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.

Segundo o Pentágono, duas unidades da Marinha dos EUA – o “Kearsarge” e o “Ponce” -, entraram na terça-feira em águas do Mediterrâneo e se dirigem às proximidades da Líbia para ajudar nas operações humanitárias e na retirada de cidadãos.

O vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, afirmou nesta quarta-feira em Bruxelas que seu país está se preparando diante da possibilidade de impor uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.

“Em eventos que evoluem muito rápido como este é preciso planejar e tratar de se antecipar, estudar qualquer possível medida”, disse.

Clegg ressaltou que seu país nunca empreenderá um movimento deste tipo sozinho e lembrou que antes de uma ação como essa é preciso resolver assuntos legais e técnicos.

Fontes diplomáticas da Otan disseram que a organização não pensa em iniciar uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia sem uma decisão prévia das Nações Unidas.

Na sexta-feira passada, Rasmussen declarou ao término de uma reunião de emergência de embaixadores que a Otan estaria pronta para “qualquer eventualidade” nesta crise.

A discussão na sede da Otan aconteceu enquanto forças leais e opositoras a Kadafi se enfrentam pelo controle da cidade de Briqa, importante centro petrolífero a cerca de 200 quilômetros ao oeste de Benghazi, que ficou em poder dos rebeldes após os combates.

Moradores de Briqa disseram a emissoras árabes que o ataque das forças leais a Kadafi contou com o apoio de aviões.

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