A ONU considera que o Oriente Médio se encontra – dois meses depois do conflito de Gaza – em uma situação de “ponto morto e incerteza”, buy information pills disse hoje o subsecretário-geral do organismo para Assuntos Políticos, discount Lynn Pascoe.
Em reunião do Conselho de Segurança (CS), Pascoe assinalou que foram registrados poucos avanços na implementação da resolução 1.860, adotada em 8 de janeiro pelas Nações Unidas com o objetivo de pôr fim ao conflito no território palestino.
A resolução pede um cessar-fogo oficial, a distribuição sem impedimentos de ajuda humanitária em Gaza, a abertura dos postos fronteiriços e a reconciliação entre as facções palestinas.
“Apesar do apoio e do interesse da comunidade internacional, foi registrado um progresso concreto muito pequeno nos principais pontos da resolução”, afirmou Pascoe.
O subsecretário-geral lembrou que Israel e o movimento radical islâmico Hamas ainda não chegaram a um acordo de cessar-fogo, e que continuam ocorrendo incidentes violentos na região.
As milícias radicais palestinas lançaram mais de 100 foguetes e morteiros contra povoados israelenses desde o fim das hostilidades, enquanto Israel perpetrou cinco ataques aéreos que mataram cinco palestinos, assinalou.
Pascoe destacou que o “intolerável” fechamento dos postos fronteiriços continua sendo o principal obstáculo das organizações humanitárias que tentam ajudar a empobrecida população da Faixa de Gaza.
Apesar de as autoridades israelenses terem aumentado a abertura dos postos, a quantidade de alimentos e materiais de primeira necessidade que entra no território palestino é insuficiente para iniciar a reconstrução física e econômica de Gaza, disse.
O subsecretário-geral indicou que a comissão criada pela ONU para investigar alguns dos incidentes ocorridos durante o conflito em Gaza deve entregar, no começo de abril, seu relatório ao secretário-geral, Ban Ki-moon.
O funcionário disse também que segue com preocupação “as ações negativas que acontecem na Cisjordânia, onde não foram adotados os passos necessários para aliviar o peso da ocupação e pôr em prática compromissos adquiridos”.
O representante da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na ONU, Riad Mansur, acusou Israel de “violar descaradamente as resoluções do CS e o direito internacional”.
O diplomata, que mostrou ao Conselho uma foto de uma criança palestina de 12 anos que perdeu a vista durante o conflito, pediu que a comunidade internacional “cobre dos que cometeram este crime e os leve à Justiça”.
Mais de 1.400 palestinos – na maioria civis – perderam a vida durante a ofensiva lançada em dezembro e janeiro pelo Exército israelense contra a Faixa de Gaza.