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Organização Médico Sem Fronteiras pede ajuda urgente para combater epidemia de cólera no Zimbábue

Arquivo Geral

17/02/2009 0h00

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) pediu hoje a ajuda urgente de toda a comunidade internacional ante o “incessante avanço” da epidemia de cólera no Zimbábue, health que já causou a morte de mais de 3.400 pessoas.


A ONG, link que apresentou hoje em Johanesburgo seu relatório “Além do cólera: a piora da crise do Zimbábue”, afirmou que “a situação no país africano se deteriora rapidamente”, e que a epidemia, que atingiu cerca de 70 mil zimbabuanos, está “longe de acabar”.


“Os Governos e as agências internacionais devem reconhecer a gravidade da crise e garantir que o fornecimento de ajuda humanitária fique à margem dos assuntos políticos”, declarou durante uma entrevista coletiva o presidente da MSF Internacional, Christophe Fournier.


“Nos dois últimos meses mais de 3 mil pessoas morreram por causa do cólera e, durante o mês de janeiro, tivemos um novo caso a cada minuto”, declarou Fournier.


Segundo a MSF, a decadência do sistema de Saúde zimbabuano, causado em grande parte pela crise econômica que atravessa o país e que dificulta o pagamento de funcionários e a compra de material, é o que está permitindo que a doença esteja “totalmente fora de controle”.


“Apenas 32% das enfermeiras continuam comparecendo ao local de trabalho”, declarou o chefe do projeto da MSF no Zimbábue, Manuel López, o que faz com que não apenas as pessoas com cólera estejam sendo atingidas, mas as grávidas recebam pouca ou nenhuma atenção e os soropositivos não recebam os tratamentos adequados.


Segundo López, “a maior parte do povo do Zimbábue não tem acesso aos serviços de saúde, e os que têm a sorte de ter acesso não podem pagá-los, pois nem sequer podem pagar os alimentos de cada dia”.


 

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