Menu
Mundo

Opositores do casamento gay apresentam processo para abolir lei em NY

Arquivo Geral

25/07/2011 15h34

Um grupo opositor aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo pediu nesta segunda-feira perante os tribunais a revogação da lei que permite a prática em Nova York, por constatarem erros em sua tramitação parlamentar.

 

Os reverendos Jason McGuire e Duane Motley, e o rabino Nathaniel Leiter, da organização New Yorkers for Constitutional Freedoms, apresentaram esse requerimento na Corte Suprema do condado de Livingstone um dia depois que o estado de Nova York começou a oficializar casamentos entre homossexuais.

 

A queixa questiona “a legalidade do processo que permitiu a tramitação parlamentar da lei sobre o casamento gay no Senado de Nova York”, informou a organização, destacando que os três religiosos são os litigantes.

 

Nova York se tornou no último dia 24 de junho no sexto estado dos Estados Unidos a permitir casamentos entre pessoas do mesmo sexo, após uma longa batalha parlamentar e de um tenso debate entre republicanos e democratas no Senado estadual, onde a proposta do governador Andrew Cuomo conseguiu 33 votos a favor e 29 contra.

 

O domingo passado foi o primeiro dia em que Nova York celebrou casamentos entre homossexuais e foi marcado por uma série de cerimônias em todo o estado.

 

No processo de 20 páginas que está dirigido contra o Senado estadual, assim como contra o Departamento de Saúde e o procurador-geral do estado de Nova York, Eric Schneiderman, são apontados vários erros durante o trâmite parlamentar.

 

Entre eles mencionam “a suspensão dos procedimentos normais de votação no Senado que impediram de falar alguns dos senadores contrários”, assim como o não cumprimento de normas que pedem que um projeto de lei seja enviado aos diferentes comitês antes de ser votada em plenário.

 

O processo também acusa o governador de Nova York, o democrata Andrew Cuomo, de “violação do mandato constitucional que exige um período de três dias antes que a Legislatura vote uma lei”.

 

Além disso menciona “as promessas (cumpridas) por parte de cargos eletivos e financeiros de Wall Street de realizar uma campanha de contribuições em favor dos senadores republicanos que mudassem seu voto de oposição à lei de igualdade no casamento”.

 

Um dos senadores que se opôs à lei durante a votação, o democrata Rubén Díaz, disse à Agência Efe que estava “de acordo com o processo. Houve muitas violações. Não me deixaram falar porque o governador queria aprová-la antes das 11 da noite para que saísse nos jornais”, afirmou.

 

O senador hispânico, que também é reverendo, acrescentou que naquele dia “proibiram de falar outros senadores que apesar de apoiarem a proposta de lei, queriam explicar seu voto”, entre eles o senador Kevin Parker, do Brooklyn.

 

O reverendo Díaz declarou ainda que “fecharam com correntes a câmara” e que “ninguém podia entrar nem sair. Estávamos presos, e isso é ilegal”.

 

McGuire, um dos litigantes, informou em comunicado que “é uma desgraça que senadores estaduais tenham preferido proteger seus interesses pessoais e não os do povo que os elegeu”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado