As denúncias contra Rosales, que afirmou não ser autor de qualquer irregularidade ou crime, foram introduzidas na AN pelos deputados governistas Mario Isea, Saúl Ortega e Alberto Castelar e se referem fundamentalmente a três aspectos, todos sujeitos a investigações paralelas em andamento na Promotoria.
O primeiro tem relação com uma suposta fraude fiscal na Loteria de Zulia, o segundo com a suposta acumulação ilegal de bens pessoais e o terceiro com a doação de bens públicos a particulares, entre eles 248 veículos que, disse, “estavam abandonados” e foram dados a policiais em um “gesto de política social e ambiental”.
Rosales protestou repetidamente por não ter sido informado antes do detalhe das acusações contra si e que teve que se informar de alguns aspectos pela imprensa, o que foi desmentido insistentemente pelos legisladores.
Também qualificou de violação a seus direitos que só tenha sido permitido a sete dos dez assessores com os quais se apresentou estar simultaneamente na sala de interpelação e fingiu que estes respondiam às perguntas.
A Presidência da comissão não aceitou isso sob o argumento de que os assessores ajudam e o interpelado responde.
“Os poucos bens que tenho estão plenamente identificados e justificados”, repetiu o governador em várias ocasiões quando foi acusado do contrário pelos deputados, a maioria aliada ao presidente Hugo Chávez, ou de responder com evasivas e falsidades.