Centenas de partidários da oposição não parlamentar russa pediram hoje a renúncia do primeiro-ministro do país, Vladimir Putin, em uma manifestação autorizada pela Prefeitura de Moscou.
Os opositores anunciaram a criação de um comitê que exige, entre outras coisas, a realização de eleições livres, a reforma radical das forças de segurança e dos serviços secretos e a dissolução de ambas as Câmaras do Parlamento.
A manifestação, que ocorreu na Praça Pushkin, no centro de Moscou, teve a participação, entre outros grupos, de representantes do “Solidarnost” (Solidariedade), incluindo o líder, o enxadrista Garry Kasparov, um dos políticos mais críticos de Putin.
“O comitê tem intenção de propagar suas teses durante os meses que antecedem as eleições (parlamentares, no final de 2011) e a cada dois meses realizaremos comícios que contarão com um número cada vez maior de participantes”, assegurou Denis Bilunov, porta-voz do “Solidarnost”, citado por agências russas.
Bilunov antecipou que o próximo protesto contra a gestão de Putin e a falta de liberdades políticas será realizado no dia 12 de dezembro.
Outro grupo que participou do protesto foi o “Frente de Esquerda”, que teve três ativistas presos por distribuir panfletos.
Este foi um dos raros protestos da oposição não parlamentar que recebeu sinal verde das autoridades nos últimos anos.
No dia 31 de agosto, os opositores saíram às ruas em uma manifestação não autorizada que acabou com a prisão de seus principais líderes.
Putin considera que as manifestações são “uma provocação” com o fim de fazer com que a Polícia russa recorra à violência indiscriminada, o que faria o Governo ser reprovado pelo Ocidente.