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Mundo

Oposição prepara esquema alternativo de apuração dos votos das eleições argentinas

Arquivo Geral

27/10/2007 0h00

A oposição está preparando um esquema alternativo de contagem dos votos da eleição presidencial de domingo na Argentina, unhealthy a fim de fiscalizar o resultado oficial. Dois partidos confirmam a intenção de acompanhar atentamente a apuração, mas divergem quanto ao método a ser utilizado.

O partido Recrear, do candidato Ricardo López Murphy, informa que haverá um esquema de fiscalização conjunto com outros quatro partidos: Frejuli (de Alberto Rodriguez Saá), Coalizão Cívica (de Elisa Carrió), UNA (de Roberto Lavagna) e MPU (de Jorge Sobisch).

“Será uma ação de fiscais dos cinco partidos, que vão ficar de olho em todas as mesas eleitorais do país”, diz Carina Fernandez, que trabalha na campanha de Murphy e se apresenta como porta-voz do grupo. Feita a apuração, diz ela, as informações serão enviadas para os comitês de campanha dos cinco candidatos, que terão assim uma “tendência da eleição em paralelo”.

O porta-voz de Elisa Carrió, Hernan Etchaleco, afirma que a Coalizão Cívica não vai fazer exatamente uma contagem paralela juntamente com outros partidos, mas sim um boca-de-urna próprio, para depois “compartilhar a informação com os candidatos que quiserem”.

Segundo ele, o partido vai contratar uma consultoria privada, cujo trabalho vai se somar ao dos fiscais de mesa. “Se a diferença for muito pequena, aí sim, vamos falar com os outros candidatos”, explica, referindo-se a uma possível vitória de Cristina Kirchner no primeiro turno por uma pequena margem de votos. A candidata será declarada vencedora se obtiver 45% dos votos, ou então 40%, desde que tenha vantagem de pelo menos 10% sobre o segundo colocado.

Carina Fernandez se afirmou surpresa de saber que o partido de Carrió tem um plano próprio. “Até hoje (sexta-feira), estou sabendo que a Coalizão Cívica vai participar. Não tenho informação de mudança nos planos. Para mim, isso é uma novidade”.

A porta-voz conta que haverá, na sede de seu partido, uma central para recebimento dos dados, que deve ficar pronta neste sábado. Não soube informar se a imprensa terá acesso.

O objetivo da iniciativa, segundo ela, é “garantir a transparência da apuração, para além das diferenças dos candidatos”. Isso porque “o país é tão grande que não dá para acompanhar tudo”. A porta-voz negou, no entanto, ser uma estratégia contra Cristina Kirchner: “Não é contra ninguém, é a favor do país”.

Observadores internacionais que estão no país para acompanhar as eleições dizem que não aguardam “surpresas” na apuração, informa a Agência Telam. Há cerca de 80 observadores, que hoje decidirão os colégios eleitorais onde vão atuar.

Outra questão que os argentinos vêm discutindo nos últimos dias, no que se refere ao dia de votação, é a grande quantidade de pessoas que foram convocadas para trabalhar e não se apresentaram. Segundo o diretor nacional eleitoral, Alejandro Tullio, a tendência se reverteu e a situação está se normalizando. Ele informa que 57% das notificações enviadas para que cidadãos cubram as ausências espontaneamente foram acatadas. Além disso, a Suprema Corte de Justiça designou funcionários para resolver esse problema.

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