Representantes do opositor Frente Cívica Unida (FCU) informaram hoje à Agência Efe que desconhecem o paradeiro de seu líder, buy more about Garry Kasparov, detido e condenado na véspera a cinco dias de prisão, e exigiram sua “imediata libertação”.
“Estamos preocupados por não saber como e onde (Kasparov) se encontra. Exigimos sua imediata libertação”, assegurou Denis Bilunov, diretor do FCU.
Bilunov ressaltou que o advogado de Kasparov, Yuri Kostanov, também não pôde se reunir com ele desde que foi detido ao término da grande “Marcha dos Dissidentes”, em Moscou, que reuniu aproximadamente três mil partidários da oposição.
“O advogado nos disse que todo o processo representa uma flagrante violação do código penal. Os relatórios judiciais são contraditórios. A decisão de condená-lo a cinco dias de detenção administrativa não é justa. Uma completa fraude”, afirmou.
Kasparov foi condenado “por dois artigos do Código Penal: participação em ações não autorizadas, e por isso recebeu uma multa; e ignorar as recomendações da Polícia, e por isso foi condenado ontem a cinco dias de detenção”, disse.
O diretor do FCU antecipou que apresentará um processo contra as autoridades de Moscou, que tinham autorizado o comício, mas, por outro lado, a Polícia reprimiu violentamente os manifestantes.
Bilunov descartou que a condenação influirá negativamente nos planos de Kasparov de se candidatar pela oposição às eleições presidenciais de março de 2008.
Kasparov, que comparou o presidente russo, Vladimir Putin, aos ditadores Francisco Franco e Augusto Pinochet, já havia sido detido em maio, em Samara, durante a cúpula Rússia-União Européia, o que provocou queixas da chanceler alemã, Angela Merkel.
Outros detidos foram Ilya Yashin, líder juvenil do partido liberal Yabloko e Maria Gaidar, filha do ex-primeiro-ministro Yegor Gaidar.
As autoridades de Moscou acusaram os organizadores de “provocação” ao tentar transformar o ato em uma marcha pelas ruas da capital.