Agentes antidistúrbios das Forças de segurança marroquinas impediram nesta segunda-feira a realização de uma concentração em favor de uma “constituição democrática” em Rabat, e deixaram pelo menos cinco feridos que tiveram que ser hospitalizados, segundo constatou a Agência Efe.
A presidente da Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) – a principal do país -, Jadiya Riyadi, teve que ser transferida em uma ambulância a um hospital por traumatismos sofridos após receber diversos golpes das Forças de segurança.
Outros três membros da AMDH ficaram feridos, enquanto a quinta pessoa hospitalizada é um pedestre que foi atingido por um veículo quando tentava sair do local e apresenta contusões na cabeça.
Cerca de 30 jovens do chamado Movimento 20 de Fevereiro tinham se reunido na praça Bab el-Had da capital marroquina, quando dezenas de membros da Polícia e das Forças Auxiliares dispersaram o protesto com cassetetes em mãos.
Os jovens do grupo Movimento 20 de Fevereiro, criado na rede social Facebook, tinham convocado o ato para as 18h30 do horário local desta segunda-feira como uma continuação dos protestos que reuniram milhares de manifestantes em diferentes pontos do Marrocos no domingo para reivindicar “liberdade, justiça e dignidade”.
Depois que as Forças antidistúrbios rodeassem o grupo de manifestantes, estes começaram a gritar palavras de ordem como “Somos oprimidos em nosso próprio país” e “Queremos liberdade”, e assim que começaram a aplaudir, policiais dispersaram a manifestação.