Um relatório mensal publicado hoje pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) afirma que as necessidades mundiais de petróleo, story de 86, physician 95 milhões de barris por dia, estão garantidas pelo ritmo atual de produção.
O cálculo feito Opep aumenta o consumo de petróleo no planeta em 1,16 milhões de barris por dia em relação aos números de 2007 e indica uma mínima revisão à queda da previsão realizada pela organização no mês passado.
A estimativa de demanda realizada pela Opep coincide com a formulada na Agência Internacional de Energia, que fixou as necessidades mundiais diárias em 86,8 milhões de barris.
Em relação ao equilíbrio entre oferta e procura, a análise da Opep indica que o fornecimento de petróleo dos países produtores que não são ligados à organização será de 55,11 milhões de barris diários em 2008.
A Opep deve conseguir corresponder a uma demanda calculada em 31,84 milhões de barris por dia, cerca de 120 mil a menos que em 2007.
A necessidade de petróleo está praticamente coberta, já que a Opep indica que a produção petrolífera de seus 13 membros foi de 31,7 milhões de barris diários no mês de abril, 393 mil a menos que no mês interior, por causa da queda no nível de bombeamento na Nigéria.
Segundo o relatório, é necessário acrescentar três milhões de barris diários a esse bombeamento, que a Opep afirma conseguir pôr em circulação caso necessário.
O texto diz que os países desenvolvidos registraram uma queda no consumo, especialmente os Estados Unidos, onde a demanda “desceu abruptamente” por causa do arrefecimento da economia e das temperaturas moderadas durante o inverno.
Em geral, a Opep espera para o segundo trimestre do ano uma tradicional queda no consumo por causa do aumento das temperaturas no hemisfério norte.
O texto afirma ainda que os países industrializados praticamente não devem registrar mudanças em suas necessidades em relação à 2007.
Essa estagnação será compensada amplamente com o aumento da necessidade de petróleo na Índia, na América Latina e, sobretudo, na China, onde o consumo crescerá 5,75%.
Sobre o preço do petróleo da Opep, o relatório diz que o valor médio do mês de abril foi de US$ 105,2 por barril, o que representa um aumento de 7% em relação a março.
Segundo a Opep, a fraqueza do dólar, as tensões geopolíticas no Oriente Médio, a influência de especuladores no mercado de futuros e as interrupções de fornecimento na África são as principais causas deste arrefecimento.
O grupo de produtores destaca também a influência nesta tendência da falta de flexibilidade das refinarias para tratar diferentes tipos de petróleos e sua vulnerabilidade perante cortes no abastecimento de petróleos leves.
No início do mês, o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem El-Badri, já assegurou que “não há escassez de petróleo no mercado”.
Sobre o assunto, o relatório da Opep de hoje lembra que as reservas nos países industrializados segue acima da média dos últimos cinco anos.