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Onze menores foram mortos em confrontos entre guerrilhas na Colômbia

Autoridade forense confirma mortes de adolescentes em confrontos entre grupos rivais no departamento de Guaviare, região marcada por disputas ligadas ao narcotráfico e à mineração ilegal

Redação Jornal de Brasília

03/06/2026 15h12

Foto: AFP

Foto: AFP

Onze menores morreram em confrontos entre dissidentes rivais da extinta guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na semana passada em uma região da amazônia colombiana, afirmou a autoridade forense.

O enfrentamento entre os rebeldes sob as ordens de Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, e os seguidores de “Calarcá” deixou 48 mortos no departamento de Guaviare, em disputa pelas lucrativas rendas do tráfico de drogas e da mineração ilegal.

Após a remoção e análise dos corpos, o Instituto Médico Legal concluiu que 11 dos combatentes mortos eram menores de idade. Há cinco cadáveres não identificados.

“É uma situação terrível que entre colombianos estejam matando as pessoas que são o futuro da Colômbia”, disse na quarta-feira Ariel Cortés, diretor do instituto à Blu Radio.

Na Colômbia é comum que os poderosos grupos armados recrutem menores para suas fileiras. Em 2025, foram registrados 386 casos de recrutamento de menores, segundo a Defensoria do Povo.

Os seguidores de Mordisco, a quem o presidente de esquerda Gustavo Petro compara ao narcotraficante Pablo Escobar, são os que mais recrutam menores, de acordo com o órgão.

Muitas vezes, são atraídos por meio de redes sociais em regiões remotas do país com pouca presença do Estado, segundo organismos humanitários.

Estamos “sacrificando crianças a quem negamos seu direito a um bom futuro”, disse a defensora do Povo, Iris Marín, no X na terça-feira.

O governo de Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com Mordisco e Calarcá. Ambos os grupos atacam a força pública e civis com atentados, assassinatos e sequestros, em meio a uma onda de violência em plena campanha presidencial.

O candidato presidencial de extrema direita Abelardo de la Espriella, favorito segundo as pesquisas para o segundo turno de 21 de junho, promete mão de ferro contra o crime e afirma que “o Estado não pode parar” diante do uso de crianças como “escudo” por parte dos grupos armados.

Por sua vez, Iván Cepeda, a opção da esquerda, propõe seguir com os diálogos de paz.

AFP

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