Os nomes de dez supostos talibãs e de outras 35 pessoas e entidades supostamente ligadas à Al Qaeda desaparecerão da ‘lista negra’ de sanções das Nações Unidas, anunciou hoje o comitê antiterrorista do Conselho de Segurança da organização.
O presidente do comitê, o embaixador austríaco Thomas Mayr-Hartin, explicou, em entrevista coletiva, que “depois de analisar um total de 488 nomes, 45 serão eliminados, dos quais dez correspondem a talibãs e os outros 35 (a pessoas ligadas) à Al Qaeda”.
Além disso, Mayr-Hartin disse que os dez nomes relacionados com os talibãs correspondem a indivíduos, enquanto no caso da Al Qaeda 14 são de indivíduos e 21 de entidades.
Entre as pessoas apagadas da lista, oito foram confirmadas como mortas e, no total, há 30 pessoas que poderiam ter morrido.
“O propósito da lista não é manter o nome de pessoas falecidas, mas temos que conseguir provas suficientes de que morreram e do que aconteceu com seu patrimônio”, disse o diplomata.
Também disse que entre os 433 nomes que permanecem na lista, há 66 sobre os quais não foi fechada a investigação e que também poderiam ser apagados se o comitê não encontra razões suficientes para continuar com as sanções.
Mayr-Hartin explicou que é necessário o sinal verde dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU para levantar as sanções e, por isso, a negativa de um só país pode deter o processo.