O relator da ONU sobre liberdade de imprensa, expressão e opinião, Frank La Rue, pediu hoje às autoridades venezuelanas que levantem a ordem de detenção contra o presidente de Globovisión, Guillermo Zuloaga, e seu filho, de mesmo nome.
A acusação formal que se faz tem a ver com um suposto caso de “açambarcamento” de autos usados e “usura” em sua venda, em relação a outro negócio que possuem e que foi aberto pela Promotoria há vários meses.
“Nenhum Governo no mundo tem o direito de silenciar as críticas ou a voz dos opositores através de procedimentos penais”, assinalou La Rue através de uma declaração pública emitida em Genebra.
Sustentou que “este último ato de assédio contra Zuloaga é sintomático do continuo deterioração da liberdade de imprensa no país”.
O analista independente, quem vigia a promoção e proteção das liberdades de expressão e opinião por mandato do Conselho de Direitos Humanos da ONU, expressou igualmente suas dúvidas sobre as “motivações políticas” da ordem de detenção contra Zuloaga.
O relator da ONU indicou que desde 2001, funcionários da rede de televisão foram vítimas de atos de assédio e intimidação, que já em 2008 deram lugar a uma medida cautelar em seu favor por parte da Corte Interamericana de Direitos Humanos.