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Mundo

ONU pede mais ação para reduzir epidemia global de tabaco

Arquivo Geral

31/05/2011 22h54

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu mais ação nesta terça-feira para reduzir as mortes relacionadas ao consumo de tabaco, e incentivou a luta contra outras doenças não-contagiosas durante o Dia Mundial sem Tabaco.

“Controlando o tabaco podemos reduzir diversas doenças crônicas, como o câncer e as cardiopatias”, disse Ban, que lembrou que o fumo “matou aproximadamente 100 milhões de pessoas no século XX e pode chegar a bilhões neste século se as providências não forem tomadas”.

O tabagismo é a segunda causa de morte no mundo todo atrás da hipertensão, e seis milhões de pessoas podem morrer este ano devido a exposição à fumaça, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ban acrescentou que desde a promoção do Convênio Marco para o Controle do Tabaco, em 2003, que qualificou como “a melhor arma para lutar contra o consumo”, mais 170 países aderiram a ele.

Algumas das medidas que contempla este acordo são reduzir a demanda do fumo com impostos e preços mais altos, estabelecer impedimentos aos anúncios de tabaco e impedir a venda deste produto a menores de idade.

“Os países usam as recomendações do tratado para proteger seus cidadãos, e deixam claro que o tabaco nos empobrece, tanto em termos de saúde como em termos econômicos”, disse Ban, que especificou que ainda “tem muito por fazer”.

Desta forma, o secretário-geral da ONU incentivou o cumprimento das obrigações do tratado, e pediu aos “poucos países” que ainda não se uniram para que o façam, com o objetivo de “deterem juntos a epidemia do tabaco e os problemas relacionados a ele”, explicou.

A médica Adriana Blanco, assessora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entidade que pertence à OMS, destacou em comunicado a aplicação do Convênio Marco representou uma importante contribuição.

“Definitivamente estamos melhor que antes, pois sabemos o que temos que fazer, já que há mais de 170 países comprometidos em respeitá-lo. Afinal, tudo o que consta no acordo é eficaz para diminuir a mortalidade relacionado ao fumo”, disse.

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