Grandi fez este apelo durante a inauguração de uma conferência de cinco dias com os responsáveis por tratar dos assuntos relacionados aos refugiados palestinos nos países árabes que os acolhem.
O subcomissário explicou que, desde a última ofensiva israelense contra Gaza, iniciada em 27 de dezembro, sua organização não consegue introduzir dinheiro líquido no território.
Além disso, as autoridades palestinas contataram Grandi durante os ataques e lhe informaram que o “sistema financeiro de Gaza está arruinado, dada a proibição à entrada de dinheiro líquido” na faixa territorial.
O funcionário da UNRWA também declarou que a agressão israelense causou muitos danos materiais às infraestruturas e prejudicou o fornecimento de luz e água.
“As perdas (econômicas) chegaram a números sem precedentes e os armazéns da UNRWA, que são as maiores fontes de ajuda humanitária, foram alvo da agressão”, denunciou o diplomata.
Além disso, segundo Grandi, 36 colégios foram bombardeados e destruídos.
Para Grandi, os danos psicológicos são piores que as perdas materiais, já que a maioria das crianças no território fica traumatizada com a morte de seus familiares.