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Mundo

ONU manifesta preocupação por dificuldade de acesso a cidades sírias

Arquivo Geral

10/05/2011 20h34

A subsecretária-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Valerie Amos, manifestou nesta terça-feira sua preocupação com a recusa das autoridades sírias de permitir o acesso do organismo internacional a várias cidades do país, incluindo Deraa.

“Apesar dos pedidos de acesso às autoridades sírias, entre eles o do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, não foi possível entrar com a missão humanitária em Deraa”, assegurou o responsável do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) em comunicado.

Valerie afirmou que o objetivo dessa missão é “examinar independentemente a situação e planejar uma resposta”.

“As informações sobre a mobilização de tanques e o bombardeio de áreas residenciais é alarmante”, disse a diplomata, quem assegurou que há denúncias que indicam que “muitos feridos não buscam atendimento médico nos hospitais por medo das represálias”.

Segundo ativistas de direitos humanos, milhares de pessoas foram detidas na Síria desde meados de março, quando eclodiram os protestos contra o regime de Bashar al Assad, e centenas morreram pela intervenção policial ou de grupos simpatizantes do Governo.

A subsecretária-geral assinalou que a missão da ONU quer obter “confirmação do número de pessoas detidas, feridas e mortas”, e assegurou que o organismo internacional continua “preocupado perante as supostas violações dos direitos humanos na Síria”.

Além disso, ela explicou que “as contínuas operações das forças de segurança estão impedindo a entrega de serviços sociais básicos” e lamentou que se tenha interrompido ou limitado a provisão de ajuda da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) a escolas, clínicas e centros comunitários.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou em 29 de abril uma resolução promovida pelos Estados Unidos que condenou a repressão dos protestos na Síria e decidiu pelo envio dessa missão ao país árabe.

O responsável da Ocha anunciou na segunda-feira que as autoridades sírias tinham impedido o acesso dessa missão a várias regiões do país, mas que se comprometeram a facilitá-lo nos próximos dias.

A ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos assegura que os enfrentamentos causaram a morte de cerca de 630 civis e de mais de 120 agentes da Polícia e do Exército sírios. 

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