O Conselho de Segurança das Nações Unidas intensificou as negociações sobre uma possível condenação à Coreia do Norte pelo afundamento da corveta sul-coreana “Cheonan” supostamente por um torpedo de Pyongyang, disseram hoje à Agência Efe fontes diplomáticas.
As mesmas fontes afirmaram que o presidente do Conselho de Segurança durante o mês de junho, o embaixador mexicano Claude Heller, manteve nos últimos dias reuniões bilaterais com os outros membros para buscar um consenso.
Depois de reduzir “substancialmente” as diferenças entre seus membros, acredita-se que o conselho está perto de concordar uma condenação, apesar de ainda haver assuntos pendentes, explicaram as fontes.
Essas diferenças deverão ser superadas pelo próximo presidente de turno do conselho, cargo que será ocupado pela embaixadora nigeriana U. Joy Ogwu, que na quinta-feira substitui o mexicano.
Além disso, Pyongyang enviou na terça-feira uma carta aos 15 membros do órgão da ONU em que nega novamente qualquer responsabilidade no afundamento da embarcação sul-coreana e pede uma nova investigação.
“Acreditamos que a maneira mais razoável de resolver este incidente é que as Coreias do Norte e do Sul se sentem para investigar juntas a verdade”, afirma a carta, da qual a Efe obteve uma cópia.
Além disso, o texto pede que o Conselho de Segurança adote medidas para conseguir que as duas Coreias realizem “conversas militares de alto nível” para descobrir as causas do afundamento.
Em resposta, o Governo sul-coreano enviou na quarta-feira outra carta na qual lembra que há mecanismos no armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953 para abordar este tipo de incidentes.
Nesse aspecto, lembrou que o regime comunista se negou em duas ocasiões a conversar dentro do marco do acordo sobre o caso do “Cheonan”, segundo fontes diplomáticas.