As Nações Unidas têm pronto um plano de contingência para atender 1 milhão de civis afetados pelo conflito na Síria e só esperam “pela autorização” das autoridades deste país árabe para implementá-lo.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira em entrevista coletiva pelo diretor de operações da Organização de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) John Ging, após a segunda reunião do Fórum Humanitário da Síria.
Ging afirmou que o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, assume que “há necessidades humanitárias e que estas devem ser solucionadas de forma urgente”, e embora “existam negociações intensas”, seu Governo ainda não autorizou a implementação do plano.
O representante da OCHA explicou que negocia com as autoridades sírias o plano em si e a maneira de aplicá-lo. “O regime entendeu o sentido de urgência, por isso espero que as negociações concluam positivamente, porque um dia perdido é mais um dia de sofrimento”, garantiu Ging.
A ONU solicita US$ 180 milhões para atender os civis no interior da Síria, que se somam aos US$ 84 milhões que pediram há um mês para ajudar os 61 mil sírios refugiados nos países vizinhos – Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque -, e que só está financiado em 20%.
Precisamente, na reunião de hoje, o diretor de Programas de Emergências do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Dermot Carty, anunciou que 50% dos refugiados que cruzam a fronteira sírio-libanesa são menores de idade.
“A partir de hoje, os doadores têm uma visão completa da situação, espero que agora se traduza em compromissos concretos”, afirmou Ging.
A necessidade é por comida; assistência médica e material sanitário; artigos de sobrevivência longe da família; e dinheiro para ajudar às famílias que acolhem os deslocados.
O conflito sírio causou a morte de 11 mil pessoas, 200 mil civis tiveram de deixar suas casas e 61 mil estão refugiados em países vizinhos.