O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu nesta quinta-feira para elaborar o projeto de condenação e as possíveis sanções ao regime da Coreia do Norte pela suposta participação no afundamento da corveta sul-coreana “Cheonan”.
“O Conselho de Segurança determina que um incidente como este põe em perigo a paz e a segurança da região”, assinala o projeto de declaração analisado hoje, ao qual a Agência Efe teve acesso.
Além disso, o documento indica que a investigação realizada concluiu que “a Coreia do Norte foi responsável pelo afundamento da ‘Cheonan'”.
A presidente rotativa do Conselho e embaixadora da Nigéria para as Nações Unidas, U. Joy Ogwu, convocou uma reunião de emergência do principal órgão decisório da ONU para analisar a situação.
A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, disse ao término da reunião que os membros permanentes do Conselho (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China) mais Coreia do Sul e Japão haviam acordado um projeto de declaração no qual se “condena o ataque norte-coreano contra a corveta ‘Cheonan'”.
Segundo ela, “o Conselho de Segurança enviará uma mensagem unificada de que condenamos o ataque de 26 de março” pelo afundamento desse navio.
O afundamento da embarcação, na qual morreram 46 de seus 104 tripulantes, representa o incidente mais grave nas relações entre as duas Coreias desde 1987, quando Pyongyang detonou uma bomba em um avião sul-coreano de passageiros, deixando 115 mortos.
Para a diplomata americana, essa declaração “mostra unidade, além de ressaltar a necessidade de prevenir possíveis futuros ataques e a necessidade crítica de manter a paz e a estabilidade na Península da Coreia e na região”, assim como no nordeste da Ásia.
O Conselho de Segurança prevê se reunir novamente amanhã. É possível que se dê a aprovação do projeto de declaração estipulado hoje.
A Coreia do Norte, por sua vez, reiterou na quarta-feira sua ameaça de responder com “uma guerra mortífera” caso o Conselho de Segurança das Nações Unidas decida culpá-la pelo afundamento dessa embarcação.
O regime norte-coreano já ameaçou anteriormente com uma guerra aberta caso seja condenada por este suposto crime. Segundo o Governo de Pyongyang, as conclusões da investigação sobre o incidente foram falseadas para acusá-los.