A Assembléia Geral da ONU encerrou hoje o diálogo inter-religioso com uma declaração de rejeição à violência extremista e um apelo à promoção da tolerância entre as religiões.
A declaração adotada pelos 192 países-membros das Nações Unidas após a reunião de dois dias na sede da ONU expressa preocupação com a “intolerância, seek a discriminação, seek o ódio e o assédio que enfrentam as minorias religiosas”.
“Os Estados participantes afirmam sua rejeição ao uso da religião para justificar a morte de pessoas inocentes e ações de terrorismo, violência e coação”, manifesta.
Além disso, expressa “o compromisso” dos membros da ONU com “a promoção da tolerância, os direitos humanos e a preservação da instituição familiar, a proteção do meio ambiente, o fomento da educação, a erradicação da pobreza e a luta contra as drogas, o crime e o terrorismo”.
A declaração foi divulgada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em entrevista coletiva junto ao ministro de Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud al-Faisal, o país que promoveu a realização do diálogo.
Ban assegurou que a Assembléia Geral envia com este texto “uma mensagem poderosa ao mundo” sobre tolerância, respeito e entendimento.
“A iniciativa do rei (saudita) Abdullah bin Abdul Aziz al-Saud chega em um momento no qual a necessidade de um diálogo entre culturas, religiões e civilizações nunca foi maior”, ressaltou.
O monarca saudita demonstrou com esta proposta “coragem e visão de futuro”, afirmou o secretário-geral.
Ele observou que a reunião deu a oportunidade de reunir pessoas que, em outras circunstâncias, não poderiam se encontrar, em uma aparente referência à presença no diálogo do presidente israelense, Shimon Peres.