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Mundo

ONU e Unicef lançam guia para famílias sobre machosfera

Material orienta pais e responsáveis a identificar sinais de alerta e promover diálogo sobre conteúdos misóginos nas redes sociais.

Redação Jornal de Brasília

21/07/2026 20h19

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© Bruno Peres/Agência Brasil

A ONU Mulheres e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançaram um guia com orientações às famílias sobre os riscos da exposição de meninos e jovens à chamada machosfera, espaços nas redes focados na masculinidade e que promovem misoginia, aversão e desprezo contra mulheres e meninas.

Chamado de “No Mesmo Time: Guia de Conversa para Pais e Responsáveis”, o material explica o que é a machosfera, como ela funciona, quais os impactos prejudiciais na vida dos jovens e traz formas de promover o diálogo dentro de casa.

O guia reúne explicações sobre os principais grupos e termos relacionados à machosfera e sobre como os algoritmos levam esse conteúdo até os jovens. Também apresenta sinais de alerta de mudanças de comportamento e de linguagem, além de dicas práticas de conversa, com perguntas para desenvolver o pensamento crítico sobre mídia, adaptadas por faixa etária.

Entre os conteúdos, estão ainda orientações específicas para apoiar meninas expostas a conteúdo misógino e caminhos para falar sobre igualdade de gênero no dia a dia.

A iniciativa foi apresentada após um levantamento citado pelas Nações Unidas mostrar que a misoginia chega às redes sociais de adolescentes de forma gradual e disfarçada, por meio de conteúdos de motivação e autoajuda.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, afirmou que a machosfera é um desafio de toda a sociedade, com consequências reais para a segurança e a liberdade de mulheres e meninas. Ela disse ainda que o guia foi criado para mostrar aos pais e responsáveis que eles não estão sozinhos e que conversas francas e sem julgamento podem ajudar na prevenção da violência dentro de casa.

O representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, destacou a importância de famílias, escolas e comunidades oferecerem referências positivas sobre masculinidade no momento em que os adolescentes estão construindo a identidade, para evitar a exposição a conteúdos com estereótipos e intolerância de gênero.

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