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Mundo

ONU diz que é preciso reduzir violência em Gaza para conseguir paz

Arquivo Geral

28/05/2008 0h00

O enviado especial da ONU para o Oriente Médio, salve Robert Serry, order defendeu hoje a necessidade de acalmar a violência em Gaza como medida para avançar nas negociações de um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

Serry disse em discurso perante o Conselho de Segurança que as Nações Unidas apóiam totalmente a iniciativa do Egito para normalizar a situação no território palestino sob bloqueio israelense desde o ano passado.

“A calma e a redução de tensões em Gaza é essencial para conseguir um avanço genuíno nas negociações entre israelenses e palestinos, assim como na reunificação de Gaza e Cisjordânia dentro do marco legítimo da Autoridade Nacional Palestina (ANP)”, afirmou.

O diplomata holandês ressaltou que para conseguir essas metas é necessário que Israel reabra os pontos fronteiriços com Gaza para permitir a passagem de cargas humanitárias e comerciais.

O Exército israelense restringe a passagem de mercadorias ao território palestino desde que o Hamas assumiu à força em 2007 o controle da zona, que os milicianos usam como ponto de lançamento de foguetes contra localidades próximas em Israel.

Serry afirmou que a ação israelense é “um castigo coletivo” à população civil pelas ações dos grupos militantes palestinos, aos quais também acusou de ir contra os interesses de seu povo com seus recentes ataques a pontos de controle israelenses.

“A situação humanitária dos 1,5 milhão de habitantes de Gaza é cada vez mais grave. Encontram-se entre o fogo cruzado gerado pelos fechamentos dos pontos devido aos ataques dos militantes e as medidas tomadas por Israel que constituem um castigo coletivo”, ressaltou.

O enviado especial citou no relatório apresentado ao Conselho de Segurança que a violência cobrou nos últimos três meses a vida de 50 palestinos, dos quais pelo menos 18 eram civis, assim como de quatro cidadãos israelenses.

Serry destacou que o apoio às gestões egípcias para melhorar a situação de Gaza deve ser acompanhado de uma intensificação das negociações de paz iniciadas em novembro após a cúpula de Annapolis (Estados Unidos) e de uma maior pressão às partes para que cumpram os compromissos contidos no Mapa de Caminho do processo.

Nesse sentido, advertiu que Israel mantém 600 pontos de controle dentro da Cisjordânia e descumpre sua obrigação de frear a expansão de seus assentamentos em território palestino.

A liberdade de movimento é considerada um elemento-chave para fomentar o desenvolvimento econômico dos territórios palestinos, o que é necessário para assegurar o êxito de um futuro Estado, disse o especialista da ONU.

Ele também felicitou os países da região, como Catar e Turquia, que nas últimas semanas facilitaram uma solução à crise política do Líbano e intermediaram no novo diálogo entre Israel e Síria.

“Graças em grande parte a isso, agora existem vários processos em andamento que têm potencial para mudar finalmente a face violenta do Oriente Médio”, avaliou.

O presidente de turno do Conselho de Segurança, o embaixador britânico John Sawers, afirmou que os membros do organismo expressaram seu “firme apoio” às negociações entre israelenses e palestinos durante as consultas a portas fechadas que seguiram o discurso de Serry.



 

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