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ONU critica fechamento de passagens fronteiriças com Gaza

Arquivo Geral

18/01/2008 0h00

A ONU considerou hoje “injustificado” o fechamento de todas as passagens fronteiriças com a Faixa de Gaza decretado por Israel em resposta aos ataques palestinos com foguetes Qassam e pediu a suspensão da medida.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, treatment John Holmes, tadalafil disse que “este tipo de ação não pode ser justificado pelo lançamento de foguetes”.

Hoje, Israel fechou todos os acessos à Faixa de Gaza, em meio a uma escalada da violência na região que causou a morte de 36 palestinos e um israelense.

Holmes disse que compreendia os problemas de segurança dos israelenses, mas que eles não poderiam ser resolvidos mediante “o castigo coletivo” dos cerca de 1,5 milhão de habitantes de Gaza.

Ele também afirmou que se o fechamento for estendido para além de domingo, que é o prazo dado por Israel, a população poderia sofrer uma escassez de eletricidade e alimentos ainda maior.

“Espero que esta decisão seja revista em breve e sejam retomados os cruzamentos fronteiriços de forma regular”, afirmou o subsecretário durante uma entrevista coletiva no organismo internacional.

Para Holmes, este novo fechamento agravará a já precária situação de Gaza, submetida a um isolamento do exterior desde que os radicais islamitas do Hamas tomaram o controle de Gaza em junho de 2007, em uma revolta contra a Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Desde então, a ONU pediu reiteradamente que o Governo israelense suspendesse as restrições que prejudicaram a fraca economia do pequeno território palestino e aumentaram sua dependência de ajuda humanitária.

“Não podemos simplesmente pensar em alimentos e remédios, deve-se permitir que os palestinos possam desenvolver sua economia”, insistiu.

Antes do fechamento realizado hoje, Israel permitia a saída de pessoas por motivos humanitários e a entrada, com muitas restrições, de produtos básicos e de combustível, sempre que as circunstâncias de segurança permitissem.

Há anos as milícias palestinas atiram contra israelenses nas passagens fronteiriças ou bombardeiam com morteiros a divisa, o que interrompe constantemente a atividade humanitária.

As novas sanções contra Gaza entraram em vigor no quarto dia de uma ofensiva militar israelense contra os lançadores de foguetes palestinos, que até hoje deixou 36 pessoas mortas, a maioria milicianos, mas também alguns civis.

Até agora, a intensificação da operação do Exército israelense não conseguiu reduzir o número de foguetes lançados, que chegaram a 165 desde terça-feira e já feriram cerca quinze pessoas.

Na terça-feira, disparos de um franco-atirador palestino mataram o voluntário equatoriano Carlos Andrés Mosquera em um kibutz israelense.

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