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Mundo

ONU cria comissão independente para investigar crimes de guerra na Síria

Arquivo Geral

23/08/2011 9h56

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) criou uma comissão que investigará as denúncias de crimes contra a humanidade cometidos pelo governo do presidente da Síria, Bashar Al Assad. Segundo autoridades da ONU, as investigações serão feitas de forma independente e transparente.

A decisão teve o apoio de 33 dos 47 representantes dos países que integram o conselho. Os diplomatas da China, da Rússia e de Cuba rejeitaram a proposta de investigação independente das acusações de ações repressivas na Síria que provocaram mortes e feridos.

O Brasil, por sua vez, ressaltou que há um cenário de “persistentes atos de violência e violações aos direitos humanos” na Síria. Para o governo brasileiro, as manifestações pacíficas, que ocorrem no país desde março, não poderão ter sido reprimidas da forma como o governo Assad agiu. “O Brasil repudia o uso desproporcionado e indiscriminado da força contra a população civil”, diz a manifestação.

Segundo a delegação brasileira, todas as alegações de violações dos direitos humanos na Síria devem ser investigadas de forma “independente, credível e imparcial”. A manifestação Brasil ressalta ainda que “os responsáveis devem ser responsabilizados”.

Para o governo brasileiro, apenas o fim da violência e da repressão permitirá um “diálogo eficaz” e o estabelecimento de um “Estado democrático” na Síria. “Apelamos a todas as partes que se engajem nesse processo – um processo democrático que inclui as questões políticas em busca de uma solução pacífica e duradoura para a crise atual”, diz o texto do Brasil apresentado na comissão.

A alta-comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que as violações dos direitos humanos na Síria ainda permanecem. Segundo ela, informações não oficiais indicam que houve 2,2 mil mortos desde que começaram os confrontos em março, incluindo 350 óbitos desde o início do Ramadã, no último dia 1º.

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