A ONU confirmou hoje que teve pelo menos 61 funcionários mortos no terremoto da semana passada no Haiti e que cerca de 180 ainda são dados como desaparecidos.
O porta-voz da ONU Farhan Haq disse à Agência Efe que o número de desaparecidos, que chegou a ser de 600, foi sendo reduzido na medida em que se fazia contato com os funcionários então incomunicáveis após a catástrofe.
Os mortos confirmados até o momento são 24 soldados e 12 policiais da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), além de 25 civis do organismo.
O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Minustah morreram em consequência do terremoto.
Entre os civis – além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras.
A maioria dos mortos entre funcionários da ONU morreu com o desabamento da sede da missão, o Hotel Cristopher, situado na parte alta de Porto Príncipe. Na hora do tremor, havia cerca de 100 pessoas nessas instalações.
O novo número de vítimas confirma que o terremoto no Haiti é uma das piores tragédias também para a ONU desde sua fundação, em 1945.
O grande terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.