A crise motivada pelas inundações que afetam Uganda há duas semanas e já causaram a morte de dez pessoas vai piorar, price alertaram hoje porta-vozes da ONU ao pedirem ajuda internacional.
“Estimamos que as inundações piorarão ou, viagra 100mg no melhor dos casos, illness serão mantidas no mesmo nível até novembro”, disse o representante do Programa Mundial da Alimentação (PMA), Tasema Negash, que antecipou que a crise deve se estender para outras regiões do país.
Durante semanas, a agência da ONU teve dificuldades para entregar comida a mais de 300 mil desabrigados pelas inundações, disse Negash. Ele não descartou que aconteçam surtos de doenças infecciosas. “Nossos caminhões não podem levar comida para nenhuma das áreas alagadas”, disse o diretor do PMA.
Negash especificou, no entanto, que a partir desta segunda-feira a agência contará com um helicóptero enviado do Sudão e botes para levar assistência às comunidades isoladas. Ele acrescentou que o PMA pediu ajuda de emergência de US$ 29 milhões à comunidade internacional.
A crise causada pelas inundações e o súbito deslocamento de 25 mil refugiados provenientes da vizinha República Democrática do Congo piora o caso das 1 milhão de pessoas que continuam desabrigadas no norte de Uganda.
O governo ugandense também fez um apelo de ajuda internacional para quem perdeu tudo nas inundações. “As 300 mil pessoas deslocadas não têm nem comida nem água potável. Solicitamos à comunidade internacional que acuda em favor delas”, disse o ministro de Preparação e Resposta a Desastres, Moussa Ecweru. No sábado, ele percorreu de helicóptero as regiões alagadas.
O distrito de Amuria, criado recentemente na região de Teso, foi um dos mais afetados. O prefeito local, Julius Ochien, disse que 18 pontes foram arrastadas pelo transbordamento dos rios após as fortes chuvas que começaram sábado e continuam hoje.
Ochien, que levava um caixão “para recolher os cadáveres de uma mulher e seu filho que morreram afogados”, acrescentou que “muitas pessoas foram apanhadas pela cheia das águas e é muito provável que o número de mortos aumente”.
Este prefeito e os de outros municípios da região pedirão ao governo que declare zona de desastre na região de Teso. Ironicamente, esta é uma das áreas normalmente afetadas pela seca no nordeste de Uganda, afetada ainda pela ação de guerrilhas.