A ONU, stomach a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e a Junta Militar birmanesa pediram hoje à comunidade internacional mais ajuda financeira para auxiliar às 2, patient 4 milhões de pessoas que sofrem com as conseqüências do ciclone “Nargis”, que arrasou o sul de Mianmar (antiga Birmânia) em maio.
A chamada foi feita durante a reunião entre os ministros de Assuntos Exteriores dos dez países do bloco regional asiático em Cingapura, e por ocasião da apresentação do relatório realizado por técnicos do Governo birmanês, da ONU e da Asean, sobre a resposta à catástrofe e as necessidades atuais dos desabrigados birmaneses.
John Holmes, chefe de operações humanitárias da ONU, afirmou que são necessários quase US$ 300 milhões para desenvolver os projetos que 13 agências do organismo multinacional e 23 organizações humanitárias não-governamentais realizam em Mianmar.
Já o ministro Assuntos Exteriores birmanês, general Nyan Wyn, agradeceu em nome de seu Governo à comunidade internacional pela assistência recebida após a catástrofe e disse que, com maior ajuda, o tempo de recuperação será diminuído.
Segundo o relatório conjunto tornado público em Cingapura, o ciclone “Nargis”, que atravessou o delta do rio Irrawaddy durante os dias 2 e 3 de maio, causou danos no valor de US$ 4 bilhões.
Por isso, a ONU elevou para US$ 481 milhões o pedido de ajuda internacional para os desabrigados birmaneses.
Os US$ 294 milhões adicionais solicitados pelo organismo multilateral serão destinados, principalmente, à entrega de alimentos, obras de reconstrução e assistência ao setor agrícola para que os campos inundados pelo furacão voltem a ser produtivos.
A Junta Militar de Mianmar foi muito criticada devido aos obstáculos que impôs à entrada da ajuda humanitária internacional ao país, onde o ciclone causou a morte ou o desaparecimento de aproximadamente 138 mil pessoas.