Mundo

ONU alerta sobre elevado consumo de cocaína na Europa

Por Arquivo Geral 26/06/2006 12h00

A elevada demanda de cocaína na Europa, web prostate o fornecimento e o consumo de maconha e o abastecimento de heroína proveniente do Afeganistão são alguns dos sérios desafios das ações para controlar o tráfico de drogas, mostrou hoje um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o relatório anual da Agência das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (Unodoc, na sigla em inglês), na Europa, muitos profissionais e pessoas com grau superior consomem cocaína , mas freqüentemente negam ser dependentes.

O documento também destacou que "o uso abusivo de drogas por pessoas famosas, muitas vezes sem a crítica dos meios de comunicação, deixa os jovens confusos e vulneráveis".

O relatório revelou que a maconha foi utilizada por um número estimado de 162 milhões de pessoas ao menos uma vez em 2004, ou aproximadamente um quarto da população mundial com idades entre 15 e 64 anos. O documentou ressaltou, ainda, que o consumo continua aumentando.

"Os traficantes investiram bastante nos esfor ços para aumentar a potência da maconha, tornando-a mais atraente", revelou o documento. "À medida que os cartéis criminosos abrem novas rotas de tráfico, em especial em direção à União Européia, países no Caribe e no oeste e no centro da África estão ficando para trás", acrescentou.

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A produção de ópio no Afeganistão diminuiu no ano passado pela primeira vez desde 2001, quando foi derrubado o regime do Talibã. No entanto, a prática pode crescer novamente neste ano em vista do clima caótico que continua a imperar no país.

O cultivo de papoula também caiu no ano passado, em cerca de 21%, devido a ação das forças do governo e ao incentivo dado a agricultores para se dedicarem a outros cultivos. O Afeganistão produz 90% do ópio e da heroína consumidos no mundo.

"No entanto, a situação das drogas no Afeganistão continua sendo vulnerável devido à pobreza disseminada, à falta de segurança e ao fato de as autoridades não disporem de um controle adequado sobre o território nacional", afirmou Antonio Maria Costa, chefe do Unodoc. "Isso (um novo aumento da produção de ópio) poderia acontecer já em 2006, apesar das operações de erradicação de cultivos de papoula realizadas em grande escala nesta primavera", acrescentou.

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