“Estamos perigosamente perto da situação anterior ao conflito, que já demonstrou ser insustentável”, assegurou Serry ao fim de uma reunião com o Conselho de Segurança da ONU.
Por isso, o enviado da organização pediu às partes para “revigorar” os esforços para tentar obter um acordo e “mudar a dinâmica em Gaza” que, em dezembro, levou à ofensiva de Israel contra o Hamas.
Além do cessar-fogo, as negociações devem abordar situações como a dos prisioneiros, o contrabando de armas, a abertura dos postos fronteiriços e a reunificação dos territórios palestinos separados desde que o Hamas assumiu o controle de Gaza, em junho de 2007, ressaltou.
Serry disse se sentir estimulado pela prioridade que o novo Governo dos Estados Unidos deu ao conflito no Oriente Médio, e assegurou confiar em que o Executivo que for formado em Israel após as eleições manterá o compromisso de continuar com o processo de paz.
Por sua parte, o presidente de turno do Conselho de Segurança, o embaixador japonês Yukio Takasu, assegurou que os 15 membros do principal órgão expressaram na reunião o desejo de que seja implementada na íntegra a resolução 1.860, que exige um cessar-fogo permanente em Gaza.
Takasu ressaltou a importância de que os contatos entre Hamas e Autoridade Nacional Palestina (ANP) levem a uma reconciliação das facções palestinas, o que facilitaria o trabalho de reconstrução de Gaza.