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Mundo

ONU alerta para "grave impacto humanitário" das hostilidades no Sudão

Arquivo Geral

05/07/2011 23h15

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lamentou nesta quarta-feira que as autoridades sudanesas não tenham acertado ainda o fim das hostilidades na região limítrofe de Kordofán do Sul, no Sudão, e alertou para o “grave impacto humanitário” dos enfrentamentos.

 

 

“O secretário-geral expressa sua decepção perante a falta de acordo entre as partes enfrentadas em Kordofán do Sul para cessar as hostilidades e deplora o grave impacto humanitário provocado pelos contínuos confrontos na região”, afirmou o porta-voz de Ban, Martin Nesirky, em comunicado.

 

 

O chefe máximo das Nações Unidas mostrou sua preocupação diante da falta de um cessar-fogo efetivo especialmente devido ao iminente fim do mandato da missão de paz da ONU no Sudão (UNMIS) no próximo dia 9, data em que também será formalizada a independência do Sudão do Sul.

 

 

Ban pediu no comunicado que “todas as partes cessem imediatamente as hostilidades, assegurem a proteção dos civis e ofereçam o apoio necessário para que a ajuda humanitária chegue às pessoas que necessitam”.

 

 

“O secretário-geral pede a todas as partes que resolvam os problemas subjacentes do conflito mediante o diálogo político, como foi acordado nos pactos realizados em 28 de junho entre o Governo do Sudão e os ex-rebeldes do Movimento Popular de Libertação do Sudão/Setor Norte”, acrescentou.

 

 

As tropas do norte do Sudão combatem desde junho no estado setentrional de Kordofán do Sul, único produtor de petróleo do norte do país, contra grupos armados aliados do Sudão do Sul.

 

 

Os enfrentamentos entre as tropas do Governo de Cartum e as milícias do movimento deixaram mais de 73 mil refugiados desde 5 de junho passado, segundo dados das Nações Unidas.

 

 

Os combates nessa região e os eventos na zona fronteiriça de Abyei provocam a preocupação da comunidade internacional sobre um possível reinício da guerra civil entre o norte e o sul, conflito que durou duas décadas e terminou em 2005 com pelo menos 2,5 milhões de mortos.

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