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Mundo

ONU admite casos de cólera entre afetados pelas inundações no Paquistão

Arquivo Geral

17/08/2010 9h56

A ONU reconheceu hoje que já foram detectados inúmeros casos de cólera e focos de outras epidemias que estão causando mortos entre a população afetada pelas inundações no Paquistão, e apostou em reforçar a prevenção.

“Os casos de diarreia aguda estão sendo tratados como cólera. Não estamos buscando a confirmação, a cólera é endêmica no Paquistão”, disse em entrevista coletiva o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país, Guido Sabatinelli.

Horas antes, uma fonte das Nações Unidas informou à Agência Efe que haviam detectado a doença em ao menos 20 pacientes, mas matizou que o Governo do Paquistão é reticente em confirmar publicamente.

“Vinte casos de cólera não são nada, há muitos mais”, ressaltou a Efe após seu comparecimento diante da imprensa Sabatinelli, quem justificou o silêncio das autoridades paquistanesas alegando que eles “têm sua política” neste âmbito.

O representante da OMS alertou que a situação é “muito perigosa” e que “o problema aumentará quando a água baixar”, por isso que se deve esperar uma alta mortalidade.

Sabatinelli se mostrou otimista pelo fato de que as organizações de saúde controlaram por enquanto os focos epidêmicos, embora o coordenador de emergências do UNICEF no Paquistão, Oscar Butragueño, reconheceu pouco antes a Efe que já há “mortes” por epidemias.

Segundo dados da ONU, até o momento foram detectados ao menos 86.761 casos de diarreia aguda, 83.050 de doenças respiratórias e 113.045 de doenças cutâneas.

As piores inundações dos últimos 80 anos no território, que começaram no fim de julho e continuam estendendo-se, afetaram 20 milhões de pessoas, deixando mais de 1,6 mil mortos no Paquistão.

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