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Mundo

ONU: 50 civis morreram na cidade iemenita de Taiz

Arquivo Geral

31/05/2011 7h26

 

 

 A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse nesta terça-feira que mais de 50 pessoas morreram desde o domingo na cidade iemenita de Taiz por disparos do Exército, das forças de segurança e de “elementos governistas”.

 

Pillay assinalou que, de acordo com as informações recebidas por seu escritório, estas forças fizeram uso de violência para destruir o acampamento de protesto na Praça Horriya utilizando canhões de água, escavadeiras e munição real.

 

Além dos 50 mortos, acrescentou que várias centenas de manifestantes ficaram feridos.

 

Em comunicado, Pillay condenou o crescente uso da força contra os manifestantes antigovernamentais e afirmou que as forças de segurança ocuparam o hospital Al-Safa, em Taiz, e que o hospital de campanha da Praça Horriya foi incendiado, pelo que quase não há acesso a atendimento médico de urgência.

 

“O Governo é obrigado a permitir o acesso à ajuda humanitária aos que precisam. O pessoal médico e as instalações sanitárias nunca devem ser alvo das forças de segurança”, assinalou.

 

Pillay também denunciou que o Governo está produzindo detenções arbitrárias e ilegais “por exercer os direitos de reunião e de expressão”.

 

A alta comissária disse ainda que a situação em Sana, capital do Iêmen, continua difícil, e que as forças de segurança seguem empregando a força para dispersar os manifestantes.

 

Pillay manifestou que também recebeu informações sobre a cidade litorânea de Zinjibar, no sul do país, onde dezenas de soldados iemenitas teriam morrido em enfrentamentos com grupos armados nos dois últimos dias.

 

Por fim, a alta comissária expressou sua preocupação pelas informações de “várias vítimas civis, entre eles crianças”, assim como pelo deslocamento da população dessa cidade.

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