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ONG diz que uma em cada dez pessoas subornou alguém em 2006

Arquivo Geral

06/12/2007 0h00

Uma em cada dez pessoas no mundo subornou ou pagou propina, erectile prática particularmente difundida na atividade policial, help embora os cidadãos ainda pensem que os políticos é que sejam mais corruptos, this web segundo um relatório da ONG Transparência Internacional divulgado hoje em Berlim, na Alemanha.


O relatório sobre o termômetro global da corrupção complementa o índice divulgado em maio e constata que, por mais um ano, a corrupção não só continuou fazendo parte da vida diária, mas também aumentou na Ásia, Pacífico e no Leste Europeu, afetando principalmente os jovens e as pessoas com menor poder aquisitivo.


A presidente da Transparência Internacional, Hugette Labelle, afirmou que o custo econômico da corrupção supera US$ 1 trilhão por ano, sendo US$ 25 bilhões só na África, a região menos desenvolvida do mundo. “Os pobres são os mais prejudicados pela corrupção, inclusive nos países industrializados”, diz o relatório.


O documento inclui um estudo comparativo por sexo e idade e conclui que as mulheres são menos propensas a pagar subornos que os homens, ocorrendo o mesmo com os maiores de 65 anos quando comparados com os de 30.


Segundo a Transparência Internacional, das 63.199 pessoas de 60 países consultados em 2006, 13% disseram que pagaram algum suborno para conseguir serviços públicos, desde a Justiça até a área da saúde. Na África, essa porcentagem foi de 42%; na Ásia e no Pacífico, de 22%; nos Estados Unidos e no Canadá, de 2%; no Sudeste da Europa, de 12% e na Rússia, Moldávia e Ucrânia, de 21%.


Na América Latina, a porcentagem de entrevistados que tiveram que pagar suborno para obter um serviço foi de 13%. Apenas Venezuela e Argentina estão abaixo dessa média, com 12% e 5% respectivamente. Brasil, México, Chile, Equador e Guatemala não estão incluídos no relatório, que destaca também a ausência da China, Índia e dos países árabes. “O instituto demográfico que realizou o relatório – Gallup – precisa de contrapartida nesses países”, explicou Sylvia Schenk, da Transparência Internacional na Alemanha.


Na União Européia (UE), 5% pagaram um suborno em troca de algum serviço. Entre 27% e 33% dos entrevistados na Romênia, na Grécia e na Lituânia confessaram ter adotado a prática. Na Europa, os países menos corruptos são Espanha (onde 3% declararam ter pago um suborno), Reino Unido, Dinamarca, Finlândia e Irlanda (todos com 2%), seguidos de 1% de Áustria, França e Suécia.


O grau de corrupção varia sensivelmente de um país para outro, mas, em todos, a instituição pública mais “corrupta” é a Polícia. De acordo com o relatório, um em cada quatro cidadãos do mundo sofreu exigência de propina e um em cada seis acabou cedendo.


JUSTIÇA
A prática do suborno é também um problema da Justiça, dos serviços de registro e alvarás, da educação, da saúde e das distribuidoras de energia elétrica. Para Labelle, “o fato de o Poder Judiciário aparecer, depois da Polícia, como o setor mais afetado pelo suborno levanta sérias dúvidas sobre as garantias democráticas dos cidadãos e a eficácia do combate à corrupção”.


Embora a Polícia seja a instituição pública mais afetada, a população acredita que quem mais se corrompe por essa prática são os partidos políticos e o poder legislativo.


Quatro entre cinco entrevistados em Argentina, Camarões, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Bolívia, Índia, Japão, Panamá e Nigéria acham que os partidos políticos são “corruptos”. A mesma tese é compartilhada por pelo menos dois entre cinco em Dinamarca, Holanda, Noruega, Suécia, Suíça e Cingapura.


O relatório destaca que a percepção dos cidadãos sobre o alcance da corrupção nas instituições mais importantes de seus países não mudou significativamente nos últimos quatro anos, embora a opinião tenha piorado sobre alguns setores, como o privado.


O futuro não melhorará muito para mais da metade dos entrevistados, que acham que a corrupção aumentará nos próximos três anos, ao contrário do otimismo expressado por um entre cinco.


Em 2003, 43% dos entrevistados pensavam que a corrupção aumentaria nos três anos seguintes. Em 2006, a proporção cresceu para 54%.

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