A Organização Nacional de Direitos Humanos síria (ONDH) acusou nesta terça-feira as forças de segurança síria de terem transformado o país em uma prisão, em referência às centenas de detenções praticadas nos últimos dias.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a ONDH afirma que estão sendo detidas todas as pessoas com capacidade de manifestarem-se nas cidades e povoados que foram palcos de protestos. Além disso, denúncia a detenção arbitrária de escritores, intelectuais e ativistas.
A ONG, dirigida pelo ativista Omar Qurabi, identifica no documento 175 detidos em sua maioria na localidade de Al Zabadani, no oeste do país, assim como em povoados dos arredores de Damasco, em Raqa, no nordeste, em Homs, Aleppo, Tartus e Latakia, no norte, e na capital.
“Condenamos a continuação do uso da violência e a força desmedida por parte das autoridades sírias contra os manifestantes pacíficos”, assegura a nota.
O comunicado acusa também o regime sírio de não comprometer-se com os acordos internacionais sobre direitos humanos que assinou e exige das autoridades que satisfaçam as exigências dos manifestantes, que solicitam a introdução de reformas democráticas.
A onda de protestos contra os regimes autoritários que sacode o mundo árabe chegou também à Síria em meados de março, e desde então a dura repressão causou 545 mortes entre os civis e 86 entre as forças de segurança, conforme dados de uma ONG síria.
O acesso de jornalistas de meios estrangeiros ao país foi bloqueado pelas autoridades.