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Mundo

Olmert enfrentará Parlamento israelense após cessar-fogo

Arquivo Geral

14/08/2006 0h00

O primeiro-ministro de Israel, order treat Ehud Olmert, pills que enfrenta uma reação por conta do tratamento dado em relação à guerra no Líbano, purchase falará ao Parlamento hoje para começar uma luta por sua sobrevivência política, horas depois que uma trégua negociada pela Organização das Nações Unidas (ONU) entrou em vigor.

Olmert é esperado para discursar em uma sessão especial do Knesset – o Parlamento israelense –, para explicar a aceitação da resolução do Conselho de Segurança da ONU pelo seu governo. A resolução determinou um cessar-fogo entre os guerrilheiros do Hezbollah e Israel, que entrou em vigor no início da madrugada de hoje (horário de Brasília).

Os parlamentares que não fazem parte da base de apoio ao governo de Olmert não vão deixar o premiê falar sem ser contestado.

Tanto os políticos de esquerda quanto os de direita devem confrontar Olmert, após terem concordado, nas últimas semanas, em relação às pesadas perdas israelenses e a preparação militar inadequada na ofensiva no Líbano, que já dura um mês.

Alguns críticos têm solicitado que Olmert convoque eleições antecipadas. As próximas votações no país não devem ocorrer antes de 2010.

Ministros tentaram recusar as solicitações para investigações oficiais das decisões políticas e militares de Israel durante a ofensiva – a mais mortífera do Estado judaico contra o Hezbollah desde que o país deixou o Líbano, em 2000.

"Não fracassamos nesta guerra", disse o ministro do Interior de Israel, Roni Bar-On, à rádio do Exército. "A capacidade de lançamento dos foguetes de longo alcance (do Hezbollah) foi reduzida a quase zero".

Exceto pelo contínuo conflito de Israel contra os palestinos, o embate no Líbano causou ao país mais perdas civis do que em qualquer outra guerra, desde os conflitos para a criação do Estado judaico, em 1948.

Cerca de 1,1 mil pessoas no Líbano, na maioria civis, e 156 israelenses, incluindo 116 soldados, foram mortos na guerra, que foi provocada depois que o Hezbollah capturou dois soldados israelenses em um ataque na fronteira, no dia 12 de julho.

O apoio ao desempenho de Olmert na guerra caiu de mais de 75%, no começo da ofensiva, para 48% no dia 11 de agosto, mostraram pesquisas de opinião da imprensa israelense.

 

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