Olmert fez esta afirmação no conselho de ministros no qual se discute a eventual troca com o Hisbolá dos corpos de Regev e Goldwasser em troca de presos libaneses, no qual, por enquanto, as posições sigam divididas, informam veículos de comunicação locais.
Antes do início da reunião, até 18 ministros apoiavam a troca e entre os que tinham dúvidas figurava Olmert, como ele mesmo confessou.
“Deliberei profundamente sobre este tema. É uma obrigação (pensar) antes de tomar uma decisão, cujas conseqüências farão parte de nossas vidas cotidianas nos próximos anos”, disse o chefe de Governo ao início da reunião.
No encontro, os responsáveis dos serviços de inteligência interior, Shin Bet, e exterior, Mossad, ressaltaram aos ministros o risco de que a troca incentive novas capturas por parte do Hisbolá para empregar os reféns como moeda de troca, informa a imprensa local.
A troca estudada desde as 10h (5h em Brasília) implicaria, em princípio, na libertação de Samir Kuntar, responsável pela morte de três membros de uma mesma família e um policial na cidade israelense de Nahariya em 1979.