O novo presidente do Peru, Ollanta Humala, prometeu nesta quinta-feira que implementará um Governo diferente de qualquer outro regime da região e enfatizou que seu principal objetivo será a inclusão social e o crescimento do país.
“Queremos construir um modelo peruano com democracia e inclusão social (…) não haverá decalque nem cópia”, enfatizou em sua primeira mensagem à Nação, na qual parafraseou uma famosa frase do pensador marxista peruano José Carlos Mariátegui.
Durante uma mensagem de quase uma hora de duração, o novo presidente anunciou um aumento no salário mínimo, que passará de 600 soles (US$ 218) para 675 soles (US$ 245) em agosto, e para 750 soles (US$ 272) no ano que vem.
Além disso, disse que aplicará uma “economia nacional de mercado aberta ao mundo”, que proporá drásticas sanções para os funcionários corruptos, aumentará a luta contra o narcotráfico e o terrorismo e fortalecerá o sistema de defesa nacional.
Ollanta Humala também se referiu ao litígio por fronteiras marítimas entre Peru e Chile, afirmando que seu país acatará a decisão da Corte de Haia e que está “convencido que Chile fará o mesmo”.
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, que estava no Congresso peruano durante a cerimônia de posse, aplaudiu as palavras de Humala.
A posse de Humala esteve marcada pela polêmica, uma vez que o novo presidente fez juramento à Constituição de 1979 e não a vigente de 1993, que foi promulgada durante o regime de Alberto Fujimori, preso atualmente por delitos de lesa-humanidade e corrupção.