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Mundo

OIM registra quase 8 mil mortes e desaparecimentos em rotas migratórias em 2025

Rotas marítimas para a Europa foram as mais letais, com muitos casos de naufrágios invisíveis.

Redação Jornal de Brasília

21/04/2026 11h34

Foto: AFP

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), da ONU, informou nesta terça-feira (21) que cerca de 8 mil pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias no ano passado, totalizando 7.904 casos. Embora o número tenha diminuído em relação ao recorde de 9.197 em 2024, a organização atribui parte dessa queda a 1.500 casos suspeitos não verificados devido a cortes na ajuda humanitária.

Maria Moita, diretora do departamento humanitário e de resposta da OIM, declarou em Genebra que esses números evidenciam o fracasso coletivo em prevenir tais tragédias. Mais de quatro em cada dez incidentes ocorreram em rotas marítimas rumo à Europa, muitos deles classificados como naufrágios invisíveis, nos quais barcos inteiros desaparecem no mar sem serem encontrados.

A rota da África Ocidental para o norte da África registrou 1.200 mortes, enquanto a Ásia viu um número recorde de fatalidades, incluindo centenas de refugiados Rohingya fugindo da violência em Mianmar ou das condições precárias em campos de refugiados em Bangladesh.

De acordo com a OIM, as rotas migratórias estão se alterando em resposta a conflitos, pressões climáticas e mudanças de políticas, mas os riscos permanecem elevados. A diretora-geral Amy Pope enfatizou em comunicado que por trás desses números há pessoas em viagens perigosas e famílias aguardando notícias que podem nunca chegar.

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