O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, expressou nesta quinta-feira seu “reconhecimento” e “respeito” aos resultados do primeiro turno no Haiti e pediu “calma”.
Insulza assinalou que a OEA continuará trabalhando para apoiar a preparação e realização do segundo turno e assegurou que “reforçará” a missão eleitoral “a fim de superar os obstáculos do primeiro turno”.
O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) anunciou nesta quinta-feira que a ex-primeira-dama Mirlande Manigat e o cantor Michel Martelly disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no país, programada para 20 de março.
A decisão tira da disputa o candidato governista, Jude Celestin, considerado o delfim político do líder haitiano, René Préval.
Em comunicado, Insulza ressaltou: “O CEP é o único organismo com autoridade para divulgar os resultados das eleições presidenciais e parlamentares e esperamos que eles sejam recebidos por todos em um clima de tranquilidade e confiança”.
O Haiti vive uma crise desde o anúncio dos resultados preliminares da votação, que causaram violentos distúrbios em meio a denúncias de fraude.
Os resultados oficiais da primeira rodada deram à ex-primeira-dama Mirlande Manigat 31,37% dos votos, a Jude Celestin, 22,48% e ao cantor Michel Martelly, 21,84%.
No entanto, de acordo com o relatório da equipe técnica enviada pela OEA para verificar os resultados após os distúrbios, Manigat realmente obteve 31,6%, Martelly, 22,2% e Celestin, 21,9%.
A decisão anunciada acolhe as recomendações do Relatório Técnico realizada a pedido do presidente René Préval ao organismo. Agora, seguindo suas atribuições, o CEP terá que decidir as condições nas quais será organizada a segunda etapa.
Insulza assinalou que o Governo do Haiti solicitou a presença da missão eleitoral conjunta da OEA e da Comunidade do Caribe (Caricom) para a realização do segundo turno.
O secretário-geral pediu aos haitianos que recebam “com calma” os resultados recém-anunciados e que participem com “confiança” do segundo turno.