A delegação da Nicarágua propôs hoje sem sucesso introduzir um projeto de resolução sobre o futuro de Honduras na Organização dos Estados Americanos (OEA), embora o tema não estivesse na pauta da 40ª Assembleia Geral da instituição e o acordo era discuti-lo em diálogo privado dos chanceleres.
Após um debate de mais de 40 minutos sobre a pertinência ou não deste novo tema na agenda oficial, o presidente da Assembleia, o chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde, resolveu deixar o assunto de Honduras para o almoço entre chanceleres, que poderiam decidir incorporá-lo à agenda oficial.
A Nicarágua, que não enviou seu ministro de Exteriores a esta assembleia, mas seu Representante Permanente na OEA, Denis Ronaldo Moncada, não detalhou o conteúdo exato de seu projeto de resolução. No entanto, o país ressaltou seu direito de propor novos temas de agenda, o que foi apoiado por países como Bolívia e Argentina.
No entanto, o tema não passou nem sequer para votação.
Honduras foi suspensa da OEA em 4 de julho de 2009, em retaliação à destituição do então presidente hondurenho, Manuel Zelaya, em 28 de junho. Para a Organização, a derrubada do líder foi uma ruptura da ordem constitucional do país.
No entanto, o pleito que elegeu Porfirio Lobo na Presidência hondurenha teve apoio de alguns países das Américas e críticas de outros. Alguns não reconhecem a legitimidade do atual Governo de Honduras e, por isso, são contrários ao retorno do país à OEA.