O titular da OEA informou ao Conselho Permanente desse organismo sobre os avanços alcançados pela missão encarregada de restabelecer a confiança entre ambos os países após o bombardeio colombiano em um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) instalado em território equatoriano.
“Teremos na próxima semana, espero, uma terceira reunião de vice-chanceleres na qual nos concentraremos especificamente nos assuntos pendentes da crise provocada pelo 1º de março, para ver como lidaremos com esses temas e possamos continuar com o estabelecimento de mecanismos futuros”, explicou o secretário-geral.
De acordo com Insulza, os dois países “avançaram bem no tema de cooperação e avaliação de (assuntos) de segurança”.
“Há um bom avanço em aspectos relacionados à cooperação no futuro (entre ambos os países) mas ainda há bastante lentidão nos temas que ficaram pendentes”, como o incidente de 1º de março e a operação militar.
“São assuntos bastante delicados e, a meu ver, ainda precisam avançar muito até que se consiga o reatamento das relações entre ambos os países”, afirmou Insulza aos 34 países-membros da OEA.
Nesse sentido, o alto funcionário da OEA ressaltou que sua impressão é de que “seria possível uma reunião de chanceleres nos dias da Assembléia Geral da OEA”, que será realizada de 1º a 3 de junho em Medellín (Colômbia).
Insulza observou que não pode garantir que o encontro seja de fato realizados, mas destacou que a OEA está fazendo um “grande esforço” para que ele possa ocorrer.