A União Européia (UE) expressou hoje, order em Viena, unhealthy durante uma reunião do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), seu temor de que o Irã esteja prosseguindo com um programa para obter bombas atômicas, enquanto os Estados Unidos acusaram Teerã de impedir investigações.
Em referência a uma suposta “dimensão militar” do polêmico programa nuclear iraniano, o representante da França disse hoje no plenário do conselho – em nome da UE – que as informações disponíveis “fazem crer que o Irã prosseguiu de maneira pontual um programa com o objetivo de adquirir uma arma nuclear”.
Em todo caso, reconheceu que estas acusações “ainda devem ser verificadas”, segundo o texto do discurso apresentado hoje pela delegação francesa perante o órgão executivo da AIEA.
Os inspetores da AIEA tentam esclarecer há meses a veracidade de supostas provas, apresentadas pelos EUA e países da UE, de que o Irã realizou estudos relacionados com a construção de armas nucleares.
O embaixador americano perante a AIEA, Gregory Schulte, disse que o Irã “colocou toda uma série de bloqueios” para evitar que a investigação do organismo siga adiante.
UE e EUA criticaram mais uma vez o Irã por não suspender seu programa de enriquecimento de urânio.
O Irã “acumula urânio pouco enriquecido diante de nossos olhos e dos inspetores, sem justificativa civil”, acrescentou o representante francês, que qualificou este fato de “alarmante”.
“Se o Irã não aproveitar a oportunidade de falar suspendendo suas atividades de enriquecimento, o preço será mais isolamento internacional”, ressaltou o embaixador americano.
Já o representante iraniano perante a AIEA, Ali Asghar Solantieh, ignorou as acusações e advertências.
Perante o conselho, assegurou que todos os assuntos pendentes na investigação “foram resolvidos” e que, por isso, a AIEA deveria voltar a realizar inspeções rotineiras no Irã de acordo com o que se havia pactuado.
Mais tarde, perante a imprensa, Solantieh acusou o bloco ocidental de “arrogância” e lembrou que os países que hoje querem vigiar as atividades nucleares iranianas “viviam na selva” ou “nem sequer tinham sido descobertos quando o Irã já era uma civilização avançada”.