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OCDE pede medidas contra desemprego causado pela crise

Arquivo Geral

16/09/2009 0h00

Os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que graças a seus planos anticrise, estão evitando um aumento ainda maior do desemprego, devem aplicar políticas ativas de emprego para impedir que esse desemprego suplementar se transforme em estrutural.

Esta é uma das primeiras recomendações da OCDE, que em seu relatório Perspectivas do Emprego 2009, publicado hoje, adverte que a recuperação econômica não bastará por si só para fazer frente rapidamente a “um desemprego alto e persistente”.

“Associadas a medidas macroeconômicas contracíclicas que se impõem e a novas reformas estruturais dos mercados de trabalho e de produtos, políticas de emprego bem concebidas e com recursos suficientes podem contribuir de forma determinante à luta contra o espectro de um desemprego persistente”, afirma.

Os autores do relatório reconhecem o efeito dos planos governamentais contra a crise, já que, se não tivessem sido adotados, o desemprego esperado em toda a OCDE poderia ter sido muito maior.

Mas, em qualquer caso, alertam que o crescimento econômico que deveria começar a se concretizar em 2010 será “moderado” durante esse ano e não impedirá que o desemprego continue aumentando e que, no final desse ano, haverá cerca de 57 milhões de desempregados, um recorde desde a Segunda Guerra Mundial.

A OCDE indica que as redes de seguridade social destinadas a essa população (subsídios por desemprego e de ajuda social) devem ser elaborados de modo que “atenuem” tanto quanto for possível os efeitos negativos sobre o trabalho.

Também indica que, nesta fase de recessão, as políticas de emprego deveriam privilegiar, mais que o trabalho, a formação, principalmente para as pessoas muito expostas ao risco de um desemprego de longa duração.

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