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Observadores da Liga Árabe constatam violência contínua na Síria

Arquivo Geral

08/01/2012 9h58

A missão de observadores da Liga Árabe na Síria constata que a violência continua no país, afetado por protestos populares e pela repressão do regime de Bashar al-Assad, e destaca que as forças militares permanecem mobilizadas nas cidades, segundo o relatório preliminar do grupo apresentado neste domingo.

 

Fontes diplomáticas que tiveram acesso ao documento disseram à Agência Efe que o relatório comprova a presença de veículos do Exército na maioria das cidades visitadas pelos observadores, que afirmam ter visto corpos nas ruas, embora oposição e governo se acusem mutuamente da autoria dos assassinatos

 

O documento recomenda que a missão árabe, liderada pelo general sudanês Mohammed al-Dabi, prossiga seus trabalhos e pede que ela seja apoiada por um “número suficiente” de observadores e por “equipamentos tecnológicos modernos”.

 

Apresentado neste domingo ao secretário-geral da Liga Árabe, Nabil el-Araby, o relatório consiste em um estudo detalhado – após dez dias de trabalho – com as observações da missão encarregada de verificar se o regime Assad cumpriu a promessa de cessar a violência na Síria e retirar as tropas militares das cidades.

 

No entanto, os observadores constatam que “as violações de direitos humanos continuam”, da mesma forma que os assassinatos e a presença de “fenômenos armados”.

 

A missão da Liga Árabe – composta por mais de 150 pessoas – afirma ter visto imagens de manifestantes opositores mortos a tiros, assim como imagens de veículos militares nos arredores das cidades.

 

Os observadores denunciam ter sofrido “assédio” tanto por parte do governo sírio quanto da oposição, que buscam convencer os observadores sobre suas respectivas opiniões. A delegação da Liga reivindica maior liberdade de movimentos para trabalhar.

 

Ela destaca ainda que há prisioneiros com paradeiro desconhecido ou sobre quem não se sabe sequer se permanecem vivos, embora o governo sírio tenha comunicado a libertação de 3.484 presos políticos envolvidos nos protestos.

 

A delegação da Liga ressalta também as dificuldades que os meios de comunicação sofrem para apurar informações e noticiá-las – sobretudo os meios críticos ao regime. Os observadores constatam que as emissoras árabes de televisão por satélite “Al Jazeera” e “Al Arabiya” estão barradas oficialmente de entrar na Síria, “sob nenhuma condição”.

 

O grupo de contato da Liga Árabe para a Síria examinará neste domingo, em reunião, as conclusões de sua missão de observadores, que iniciou os trabalhos em 22 de dezembro. 

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