O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se mostrou impressionado nesta sexta-feira ao observar a “devastação” causada por uma série de tornados no sul do país, onde, segundo os últimos dados oficiais, pelo menos 300 pessoas morreram.
“Nunca vi uma devastação como esta”, disse Obama durante sua visita ao Alabama, o mais afetado dos seis estados castigados pela tempestade de chuvas e tornados dos últimos dias, a mais devastadora em décadas, segundo as autoridades.
De terça a quinta-feira, foram registrados 163 tornados em uma área que compreende territórios do Alabama, Tennessee, Mississipi, Geórgia, Virgínia e Arkansas.
As tempestades e tornados, que arrasaram bairros inteiros, deixaram mais de 1 milhão de casas e estabelecimentos comerciais sem energia elétrica entre a noite de terça e quarta-feira.
Em uma breve declaração à imprensa, Obama afirmou que vai fazer tudo o que puder para facilitar a reconstrução, além de prometer a “máxima ajuda do Governo federal”.
Após sua chegada ao Alabama, onde deve se reunir com os responsáveis das equipes de emergência e as autoridades estaduais, Obama visitou algumas das áreas mais danificadas na cidade universitária de Tuscaloosa, onde os tornados tiraram a vida de quase 40 pessoas.
“Vamos garantir que não sejam esquecidos”, ressaltou o presidente, após ver ruas inteiras destruídas, árvores arrancadas, casas sem telhados e paredes derrubadas.
“Não podemos devolver à vida aqueles que perdemos, agora já se encontram com Deus”, indicou Obama, que prometeu ajudar a reconstrução dessas comunidades.
“O que é surpreendente é que quando coisas assim acontecem, o povo esquece todas as tolas divergências que possuem”, explicou Obama, diante de um panorama de escombros, troncos caídos e casas destroçadas.
As autoridades contabilizaram até o momento 213 mortos no Alabama, 34 no Tennessee, 32 no Mississipi, 15 na Geórgia, cinco na Virgínia e um em Arkansas.
Trata-se de uma das maiores catástrofes naturais que atinge os EUA desde o furacão Katrina, que assolou Nova Orleans e causou danos significativos em outros estados do Golfo do México, em 2005. Calcula-se que, naquela tragédia, morreram mais de 1,8 mil pessoas.