presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou nesta terça-feira que a atuação internacional na Líbia é a melhor maneira de encarar a crise no país, com responsabilidade e custos compartilhados para manter a paz e a segurança.
“Assim é como a comunidade internacional deveria trabalhar: com mais nações carregando a responsabilidade e o custo de manter a paz e a segurança”, disse Obama em Nova York ao se referir às ações tomadas perante a crise líbia.
O governante foi a Nova York para inaugurar a nova sede da missão de seu país perante a ONU dedicada ao diplomata afro-americano Ron Brown, morto em um acidente aéreo em 1996.
Obama disse que nesta ocasião os “Estados Unidos estão no centro, mas não sozinhos”.
“Estamos todos juntos. Isso é o que significa sermos Nações Unidas”, indicou o presidente ao mesmo tempo em que se referiu que “é preciso estarmos preparados para tomar todas as medidas necessárias para respeitar a paz e a segurança internacional, e proteger gente inocente”.
“Estamos deixando que os Estados Unidos e o mundo estejam do lado dos que buscam dirigir seu próprio destino livres do medo”, acrescentou.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou duas resoluções, a 1970 (por unanimidade) e a 1973 (com cinco abstenções), que possibilitaram a intervenção militar, incluindo uma zona de exclusão aérea para evitar os ataques do líder líbio, Muammar Kadafi, contra a população civil.
Previamente, estas resoluções tinham imposto ao regime de Trípoli sanções econômicas e um embargo de armas.