O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que forme um Governo interpartidário com o principal grupo opositor, em carta entregue pelo secretário americano Jeffrey Feltman, informa hoje o jornal “Al-Sabah”.
Secretário de Estado adjunto dos EUA para o Oriente Médio, Feltman está de viagem pelo Iraque e entregou a al-Maliki uma mensagem com um plano de trabalho para formação do Gabinete, ressalta “Al-Sabah”.
Ali al-Dabbagh, porta-voz do Governo e membro da coalizão Estado de Direito, explicou que a carta de Obama indica que é preciso formar rapidamente o novo Governo entre as coalizões Al Iraqiya, liderada por Ayad Allawi, e Estado de Direito, liderada por al-Maliki.
Os dois blocos políticos são os que têm mais cadeiras no Parlamento.
De acordo com a mensagem de Obama, no novo Executivo também devem participar os outros blocos que obtiveram representação parlamentar, como a Aliança do Curdistão e a Aliança Nacional Iraquiana (ANI), terceiro grupo nas eleições legislativas de 7 de março.
Feltman, que chegou no sábado passado a Bagdá, se reuniu com al-Maliki, com o presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, e com o dirigente da ANI, Amar al-Hakim, entre outros líderes iraquianos.
Por outro lado, uma fonte da ANI, citada pelo jornal, expressou a rejeição de seu grupo à “sugestão americana de outorgar à Al Iraqiya ou ao Estado de Direito o cargo de primeiro-ministro ou o de chefe do Parlamento”.
Segundo essa fonte, a ANI também não estaria de acordo com a obtenção de alguns ministérios, nem com os curdos na Presidência.
Por sua vez, o dirigente da Aliança do Curdistão, Mahmoud Osman, disse que sua coalizão “não estaria contrária às sugestões dos EUA, caso todos os blocos políticos cheguem a um consenso”.
Os partidos iraquianos não conseguiram ainda chegar a um acordo para criar um novo Gabinete por causa dos apertados resultados das eleições parlamentares de 7 de março, vencidas pela Al Iraqiya com 91 das 325 cadeiras do Parlamento, frente a 89 do grupo governista Estado de Direito e 70 da ANI.