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Mundo

Obama justifica missão de captura de Bin Laden e diz que a repetiria

Arquivo Geral

22/05/2011 11h07

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, justificou neste domingo a operação iniciada para capturar Osama bin Laden e declarou que seu Governo atuaria novamente com ofensiva similar no Paquistão ou em outro estado soberano se tivesse indícios de que um líder terrorista está escondido nesse país.

Em entrevista concedida à rede britânica “BBC” antes do início de sua visita oficial ao Reino Unido na próxima terça-feira, Obama se referiu à missão de 2 de maio executada por um comando americano. Bin Laden morreu em consequência de disparos na cabeça e no peito, após ser localizado em uma residência na localidade de montanha de Abbottabad, perto de Islamabad.

Obama sentiu “de forma muito pessoal” a operação de captura de Bin Laden e declarou que a missão foi “um momento poderoso” para seu país.

No entanto, insistiu no desejo dos Estados Unidos de estabelecer uma relação “de maior cooperação” com o Governo de Islamabad, apesar do escândalo originado no Paquistão após os Estados Unidos executarem a polêmica operação sem ter notificado as autoridades desse país.

“Respeitamos muito a soberania do Paquistão, mas não podemos permitir que alguém esteja planejando matar nossa população e de nossos aliados. Não podemos permitir que esse tipo de plano frutifique sem que adotemos medidas”, argumentou.

O presidente também matizou que seu país confia em alcançar seus objetivos “de uma maneira que respeite totalmente a soberania do Paquistão”.

Na entrevista, Obama admitiu que o ataque executado por um comando especial contra o complexo onde vivia o líder terrorista envolveu um “risco calculado” e seu resultado poderia ter sido muito diferente.

O presidente americano falou ainda sobre o futuro do Afeganistão e lembrou que apesar das forças internacionais têm alcançado êxito no combate aos talibãs, no final o ideal seria chegar a um acordo político.

“Os talibãs teriam de romper todos os seus vínculos com Al Qaeda, renunciar à violência e respeitar a Constituição afegã”, assinalou.

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