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Obama e McCain entram na reta final para escolher seus vices

Arquivo Geral

18/08/2008 0h00

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, viagra 40mg Barack Obama, inicia hoje sua última semana antes da convenção do partido com a pressão de ter que escolher o vice-presidente em sua chapa, já que o tempo para tomar esta decisão tão importante está se esgotando.

O adversário republicano, John McCain, também passa pelo mesmo problema.

Fontes da campanha de Obama disseram à Agência Efe que o anúncio será feito na quarta ou na quinta-feira, dias antes do início, em Denver, da convenção democrata, que começa segunda-feira.

Do lado republicano, McCain deverá anunciar o nome do eleito antes da convenção do partido, que será realizada em Minneapolis-Saint Paul (Minnesota) na primeira semana de setembro.

A proximidade da reunião gerou uma febre de apostas jamais vista, mas ninguém pôde revelar, até agora, o segredo mais bem guardado da política americana.

Analistas e sites de apostas de internet, como o Intrade, têm os nomes de seus favoritos.

Na frente democrata lideram as apostas os senadores Joe Biden (Delaware) e Evan Bayh (Indiana), enquanto do lado republicano os mais cotados são o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney e o governador de Minnesota, Tim Pawlenty.

Biden e Bayh ajudariam Obama a superar a que seria sua principal fraqueza: a pouca experiência em temas de política externa e segurança nacional, pontos fortes de McCain.

Aos 65 anos, Biden, que preside o Comitê de Relações Exteriores do Senado e viajou este fim de semana à Geórgia para analisar a situação no país, apresentaria a experiência que falta a Obama, que está há apenas três anos como senador.

Biden obteve seu assento como senador aos 29 anos e sua atuação é atestada por quase quatro décadas de serviço público.

Os cabelos brancos e o conhecimento dos corredores do poder da capital têm também seu aspecto negativo, porque tiram frescor da mensagem de mudança de Obama.

Além disso, o senador por Delaware, um dos menores estados do país, é famoso por seus discursos prolongados e grandiloqüentes que desesperam várias pessoas em Washington, segundo menciona hoje o jornal “The New York Times”, incluindo o próprio Obama.

Bayh tem um perfil parecido com o de Biden, mas é mais jovem e poderia ajudar Obama a ganhar em Indiana, o estado pelo qual é senador e que só votou em democratas uma vez nos últimos 50 anos.

Apesar disso, tem fama de insípido, apesar de o carisma de Obama suprir a ausência desta qualidade no outro.

O governador da Virgínia, Tim Kaine, é outro dos nomes que soam com força.

Kaine e Obama têm uma visível simpatia pessoal, um fator-chave para o presidenciável democrata, que disse que o mais importante para ele na hora de escolher o parceiro político é que a química funcione.

Ambos são formados pela Universidade de Direito de Harvard, advogados interessados nos direitos civis e recém-chegados à primeira liga da política americana.

O calcanhar de Aquiles de Kaine, de 50 anos, é a pouca experiência em assuntos internacionais e nacionais.

Outro dos nomes cogitados é o da governadora do Kansas, Kathleen Sebelius, embora sua escolha pudesse colocar em pé de guerra os partidários da senadora Hillary Clinton, que concorreu – e perdeu – a disputa pela candidatura presidencial para Obama.

Os republicanos enfrentam uma decisão tão complicada quanto a dos democratas, mas têm a vantagem do tempo e de poder decidir após os adversários na corrida pela Casa Branca.

Um dos atributos importantes, dada a experiência de McCain, 71 anos, é a idade do vice na chapa. Tanto Romney, de 61 anos, quanto Pawlenty, de 47, são mais jovens que ele.

O ex-governador de Massachusetts tem uma sólida reputação em temas econômicos e é popular entre os conservadores, mas teve vários problemas com McCain durante as primárias e é mórmon, o que gera reservas entre a direita evangélica.

Já Pawlenty encarna a nova geração de republicanos, com vontade de renovar um partido que ele qualificou de cansado e cínico.

A lista de possíveis vices de McCain inclui também o governador da Flórida, Charlie Crist, a ex-executiva da Hewlett-Packard Carly Fiorina, a governadora do Alasca, Sarah Palin, e o ex-governador da Pensilvânia Tom Ridge.

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